"— Como seria um pedido de namoro ideal pra você?
— Sei lá.
— Se eu me ajoelhasse em meio a uma praça pública, e te pedisse em namoro?
— Eu mandaria você levantar e iria rir da sua cara.
— Romântico demais?
— Clichê demais.
— Se eu escrevesse uma música em homenagem à você, e fizesse o pedido?
— Não ia dar certo.
— Por que?
— Você canta mal.
— Porra.
— Que foi?
— Como é que vou te pedir em namoro então?
— Não sei… Só tenta.
— Namora comigo.
— Isso é uma ordem?
— Namora comigo, por favor?
— Tá implorando?
— Namora comigo ou…
— Agora vai me ameaçar?
— Quero uma namorada, ela precisa ser você.
— Precisa por que?
— Porque é tudo o que você mais quer.
— E você garante isso como?
— Se não quisesse, não me faria tentar mais de três vezes.
— E?
— E isso significa que nem precisava eu pedir. Você já é minha.
"Quantas chances de viver loucuras memoráveis a gente desperdiça com essa mania besta de pensar?
"Eu queria saber dizer não. Sabe, quando sua mãe pede pra você arrumar o seu quarto ou arrumar a cozinha pra ela. Quando te pedem aquele favor chato pra caralho, que você não quer fazer nem fodendo. Quando o vizinho, o tio, a tia, o amigo da vizinha ou o primo do seu amigo te pedem pra você ajudar a fazer aquela coisa chata de computador, que só você sabe. Sabe, quando te pedem emprestado seu livro ou DVD favorito, que você morre de ciúmes… E você quer negar, quer berrar que está cansado, que não quer fazer. Quer mandar a pessoa largar de ser folgada ou pra ela pedir pra alguém que esteja realmente disposto a fazer. Mas você aceita. Aceita contra a sua vontade, mesmo com aquela raiva uivando ali dentro. Faz tudo por mera educação, e no final não ganha nada com isso. Pelo simples fato de talvez ser bom demais pra ultrapassar a sua vontade fria. Pelo simples fato de se importar mais com as pessoas que vão se magoar com o seu “não”, do que com você que vai se doer por ter que ter dito um “sim”.
"Mesmo sabendo que um dia a vida acaba, a gente nunca ta preparado para perder alguém